Foto: Emídio Ferreira dos Santos Gomes
 
 
       
 
 
 
 
 
 
       
Emídio Ferreira dos Santos Gomes
Reitor

 

Discurso de tomada de posse

Excelentíssimo Senhor Presidente do Conselho Geral da UTAD,
Excelentíssima Senhora Ministra da Coesão Territorial,
Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Vila Real,
Excelentíssima Senhora Secretária de Estado da Valorização do Interior,
Excelência Reverendíssima, Senhor Bispo de Vila Real, D. António Augusto Azevedo,
Senhor Doutor Pedro Passos Coelho,
Senhor Deputado à Assembleia da República, Prof. Luís Leite Ramos,
Senhores Presidentes e Vereadores de Câmara aqui presentes,
Senhor Presidente do Conselho de Reitores,
Senhores Reitores da Universidade do Minho, da Universidade de Aveiro e da Universidade Fernando Pessoa,
Senhor Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte,
Senhor Presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto,
Senhores Presidentes dos Institutos Politécnicos de Bragança, do Porto, do Cávado e Ave e de Viana do Castelo
Senhor Reitor Eleito da Universidade da Beira Interior e Pró-reitor da Universidade de Évora,
Senhora Presidente da Associação Académica da UTAD,
Senhor Presidente da Associação Empresarial de Portugal,
Senhora Presidente e membros do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro
Senhor Vice-presidente da CIM do Douro
Senhor Secretário Executivo da CIM do Alto Tâmega,
Senhores membros do Conselho Geral da UTAD,
Senhora Diretora do Banco Santander,
Senhor Presidente do NERVIR,
Senhores Doutores Honoris Causa da UTAD,
Senhores Professores Eméritos da UTAD,
Senhor Diretor do Conservatório de Música de Vila Real,
Senhores Empresários,

Caros Amigos aqui presentes e que acompanham esta emissão através da UTAD-TV,
Minhas Senhoras e meus Senhores,

A posse de um reitor constitui sempre um momento de renovação, de expectativa e de esperança na vida de uma universidade. As minhas primeiras palavras são para o Prof. António Fontaínhas Fernandes, reitor cessante, que nos últimos 8 anos deu o melhor de si, e foi muito, em prol do desenvolvimento da UTAD. Senhor Reitor, esta universidade é, para sempre, parte da sua vida.

De igual modo, um agradecimento ao anterior Presidente do Conselho Geral, Dr. Silva Peneda, por todo o apoio, pessoal e institucional, que de forma incondicional colocou ao serviço da universidade. Saberemos, no momento oportuno, prestar-lhe o devido reconhecimento.

A minha enorme satisfação pessoal pela presença de outro antigo reitor, o Prof. Armando Mascarenhas Ferreira, com quem tive o privilégio de trabalhar no início do meu percurso profissional. É também com muita alegria que registo a presença do Prof. Arnaldo Dias da Silva, que a par do Prof. Sadasivam Kaushik, influenciou de forma decisiva o meu percurso científico e académico.

Sou portuense por nascimento e, desde muito cedo, duriense por adoção e por vocação. A minha ligação a esta região germinou e desenvolveu-se ainda nos meus tempos de criança, reforçou-se com a minha passagem pela UTAD como aluno e renovou-se todos os dias com o meu envolvimento e trabalho mais recente, como Vice-reitor.

A UTAD tem uma identidade com uma herança sólida e consistente que precisa de se expandir em relevância e reconhecimento, sem medos nem preconceitos, alinhada com o mundo e com o futuro. Vivemos tempos de mudanças aceleradas, com muita incerteza e adversidades à mistura, mas que oferecem caminhos de oportunidades e desenvolvimento. Temos que agir e evoluir, determinados, de forma sustentada e convergente.

Quero uma universidade sustentável e devidamente sustentada, aberta ao mundo e à mudança, responsável, inclusiva e integradora, através do crescimento participado e articulado com toda a Comunidade Académica e com o envolvimento da comunidade territorial. Acredito que a região deve ter um papel determinante para alavancar o desenvolvimento e a progressão da universidade, e ao mesmo tempo beneficiar da liderança e do desenvolvimento que esta pode trazer ao território. Acredito na consolidação e afirmação inequívoca de uma universidade em Trás-os-Montes e no Alto Douro.

Para atingir este objetivo é fundamental contar com o apoio de todos, ao nível interno e externo. Desde logo com o empenho solidário de toda a equipa reitoral, que escolhi, em quem confio, e com quem partilho esta missão e responsabilidade. Com o apoio institucional do nosso Conselho Geral, com ênfase para os membros cooptados, com quem vou partilhar aspetos específicos dos nossos objetivos, visando potenciar a enorme mais valia da presença de cada um deles neste órgão de governo. É também fundamental contar com o empenho e a motivação de todos os colaboradores da UTAD, docentes e não docentes, porque todos somos UTAD, todos somos poucos e unidos somos mais fortes.

Uma palavra para os reitores das universidades que em conjunto com a UTAD constituem o consórcio da UNorte. Sendo o Norte a mais deficitária das regiões de convergência, esse desequilíbrio é ainda mais acentuado nas CIM que circunscrevem a Universidade. Sabemos que para a região é fundamental uma UTAD forte, pelo que contarei sempre com o vosso apoio solidário. A UNorte é um projeto para continuar a desenvolver e consolidar.

Conheço, por experiência própria, a importância decisiva da CCDRN para um desenvolvimento regional equilibrado. A atual presidência, na pessoa do Prof. António Cunha, é um sinal de esperança e garantia de que não nos faltará apoio neste desafio único de encarar e aceitar a competitividade, baseada na ciência e inovação, como o caminho inevitável para garantir o presente e o futuro das regiões de baixa densidade. É um caminho difícil, mas que queremos percorrer. Sempre em conjunto com o nosso companheiro natural de percurso, o IPB.

Do governo da república espero que ao desígnio político da aposta no desenvolvimento do território nacional como um todo, corresponda o apoio concreto na recuperação e valorização das áreas geográficas do interior. A presença da senhora Ministra da Coesão Territorial no atual governo representa um enorme alento e um fator de esperança, porque conheço a sua forma de estar e o seu enorme empenho pessoal em atingir objetivos ambiciosos neste domínio, bem acompanhada pela senhora Secretária de Estado da Valorização do Interior, que é a prova de que é possível fazer muito mais e muito bem. Da mesma forma, tenho a firme convicção de que terei no Ministro da Ciência Tecnologia e Ensino Superior um apoiante convicto e disponível em todos os momentos.

O Ensino Superior teve uma evolução consistente e gradual ao longo dos últimos 40 anos. Mais do que nunca, hoje as universidades são o principal garante e fonte de alimentação das Sociedades do conhecimento em que vivemos. Em Portugal tem vindo a assumir uma missão cada vez mais relevante no desenvolvimento, através da ciência, da inovação e transferência de tecnologia, a par da coesão territorial.

As Universidades situadas em territórios ditos desafiantes precisam de afirmar claramente o seu papel no desenvolvimento regional, garantindo uma maior interação com o tecido económico e social, em articulação com a estratégia de especialização inteligente. A estas Universidades, como a UTAD, é exigida uma abordagem transdisciplinar e sistémica dos problemas dos territórios em que se situam, valorizando e potenciando, criativamente, os seus recursos materiais e imateriais.
A situação pandémica que temos vivido durante o último ano, obriga necessariamente à revisão de conceitos e a uma aceleração dos processos de digitalização da universidade em todas as suas dimensões. Durante a pandemia as Instituições de Ensino Superior tiveram um papel de apoio relevante para a comunidade, desenvolvendo atividades e fornecendo apoio a alunos e famílias durante o confinamento, desde tutoriais on-line, a pesquisas para compreender a mudança de comportamentos e necessidades. A pandemia COVID-19 está a acelerar a tendência para economias e sociedades digitais, o que tem consequências inevitáveis nas universidades. Esta crise exacerbou algumas desigualdades entre os alunos, especialmente em relação às condições de acesso às redes de banda larga para acompanhamento de cursos online e download de materiais de estudo. Esta desigualdade atingiu mesmo os países mais desenvolvidos do mundo.

Os formatos tradicionais de ensino vivem momentos disruptivos.
São os reflexos das mudanças que, todos os dias, as pessoas estão a experienciar nas suas vidas. Mais do que novos modelos e ferramentas de comunicação e interação, temos assistido a alterações na forma como vivemos, como pensamos, como decidimos e, por consequência, como nos relacionamos e consumimos!

Nunca como hoje, o ensino e a qualificação superior foram a chave para a mobilidade social, continuando a investigação científica a estar na génese da inovação e do desenvolvimento tecnológico. Assim, em paralelo com o Ensino e a Investigação Científica que sempre constituíram a grande missão do ensino universitário, a Inovação e a Cultura precisam de fazer parte dos objetivos-core da universidade dos novos tempos.

O desenvolvimento sustentável, assente no difícil mas necessário equilíbrio entre os pilares social, económico e ambiental, é um dos grandes desafios que hoje se coloca à humanidade e para o qual temos que contribuir com respostas e soluções. Com questões tão complexas e transversais a precisar de respostas, devemos abandonar os formatos tradicionais assentes nas valências curriculares e evoluir para modelos interdisciplinares, otimizando recursos e abordagens.

Ao longo do “recobro” social e económico que irá marcar os próximos anos, teremos a possibilidade de adotar melhores práticas, de mudar e corrigir os impactos que temos deixado no mundo, com a ajuda da inovação e da ciência. As principais agendas políticas, económicas e científicas estão já a preparar e a trilhar estes caminhos.

Todos estes movimentos implicam realinhamentos e reposicionamentos na missão da universidade nos novos tempos, com repercussões nas relações destas com os seus entornos e os múltiplos stakeholders. Teremos que assumir sem medos as tarefas que as novas gerações e o planeta exigem, continuando, ainda assim, a ser os baluartes do conhecimento robusto e da democracia, da criatividade e da inovação.

Nos próximos anos teremos obrigatoriamente universidades abertas, transformativas e transnacionais, apostadas no desenvolvimento sustentável, na diversidade social, no compromisso e envolvimento com as sociedades e comunidades. Serão instituições sólidas, autónomas e cada vez mais escrutinadas. Ao mesmo tempo as universidades terão que reforçar as suas identidades e valorizar as suas características idiossincráticas, como forma de afirmação de propostas de valor exclusivas e posicionamentos diferenciados.
Iremos dotar a UTAD de objetivos claros de crescimento e afirmação, suportados pela qualidade da nossa Academia e enquadrados com o pulsar do mundo. Precisamos de ambição e de determinação. Temos história e temos caminho, devemos garantir o futuro.
Iremos continuar a preparar os nossos alunos para os seus próprios futuros, pelo que teremos que os formar e dotar das competências necessárias para enfrentar o mercado global em cenários de mudança, incutindo-lhes autonomia, espírito empreendedor e valores de cidadania.
Precisamos olhar para fora e ler os movimentos sociais, as dinâmicas económicas, acompanhar as tendências culturais e os caminhos da ciência que fervilham nos quatro cantos do mundo. E fazer tudo isto com grande elasticidade de abordagens para melhor antecipar e reagir.
Esta ligação ao mundo, às novas gerações, aos mercados e aos novos contextos competitivos vai definir o nosso papel na sociedade, o propósito da nossa busca e o serviço que temos para prestar.
Só assim cresceremos em produtividade e na cadeia de valor dos diferentes segmentos de atividade económica.
O desígnio das universidades prende-se sobretudo com a sua perceção por parte da sociedade. Cada vez mais serão reconhecidas pelo conhecimento que produzem e pela forma como o disponibilizam. As mais eficientes tenderão, naturalmente, a captar os melhores alunos. 
Vamos ter que competir! Como todas as instituições, territórios e regiões incluídas, a UTAD vai ter que elevar a sua capacidade competitiva, seja por alunos, talento, financiamento, apoio de empresas ou pela atenção da opinião publica.
Temos que solidificar um posicionamento estratégico forte e relevante no panorama alargado do ensino superior.
O abismo demográfico para onde o país caminha, que será ainda mais profundo nas regiões do interior, reforça a urgência de reformas políticas e de novas estratégias que permitam reformular o processo de captação de alunos.
A abertura da UTAD ao mundo é decisiva para a sua sobrevivência a prazo. Uma universidade que apenas se renova dentro de si própria entrará num plano inclinado irreversível.
A UTAD precisa de reforçar a sua identidade. Destacar e valorizar as suas unicidades, sem preconceitos e com orgulho. Assumir as suas diferenças exclusivas na proposta de valor como caminho para clarificar o seu posicionamento. Partindo da sua herança e da sua realidade, a universidade deverá incorporar nesta identidade os temas programáticos propostos pelos novos tempos.
Uma boa identidade, bem comunicada, cria uma boa reputação. Vivemos na era da comunicação. Organizações, instituições e territórios gerem as suas imagens e competem entre si como verdadeiras marcas comerciais, com as mesmas estratégias e ferramentas.
A verdade é que quem não comunica não existe. Precisamos de uma UTAD protagonista. Uma universidade que conte, que seja ouvida, considerada, reconhecida e seguida. Que assuma os seus desígnios e que lidere!
Falo de um papel que deverá transcender a mera gestão de proximidade – ganhando relevância além das fronteiras da região e do ensino superior. Se vivemos de facto numa sociedade do conhecimento, a UTAD tem muito conhecimento e com muita qualidade para transferir.
Às universidades é pedido que encontrem soluções para o combate às disparidades sociais, com o acesso ao ensino superior a ser cada vez mais equitativo e aberto a quem se qualificar, contribuindo de forma decisiva para a diversidade e a coesão social. Estas políticas de equidade e inclusão também trazem benefícios diretos para as universidades, que têm todo o interesse em promover estes valores na sociedade.
Os modelos de financiamento devem poder permitir às instituições do ensino superior adequar as suas estratégias de desenvolvimento aos recursos disponíveis, com a previsibilidade que o planeamento adequado exige. Há duas componentes da receita que não dependem do reitor ou da estratégia: o Orçamento de Estado e as propinas, ambos fixados de forma unilateral por parte do Estado. Nesta matéria, esperamos sobretudo bom senso e a manutenção de compromissos publicamente assumidos e assinados. Seria impensável uma distribuição do orçamento de estado para as IES através de fórmulas, em que o único fator regulado superiormente é o número de vagas de entradas em 1º ciclo. Tal prática poderia causar danos irreparáveis à política de coesão, alicerçada em instituições como a UTAD.
O desenvolvimento da UTAD irá adotar uma cultura de exigência e rigor, promovendo sem complexos a avaliação e a responsabilização interna e a correspondente valorização da meritocracia. É um caminho árduo e longo, no qual a equipa reitoral está empenhada e irá investir energias e capacidades, com o contributo e a participação de toda a Comunidade Académica, o envolvimento do Conselho Geral. Com a certeza de que o trabalho bem feito dá bons resultados.
Precisamos mobilizar os nossos docentes para a necessidade de inovação e atualização contínua, tanto nos conteúdos programáticos, nos métodos de ensino ou na avaliação. Vamos promover uma reflexão sobre o crescente envelhecimento do nosso corpo docente, que queremos rejuvenescer, para garantir que continuaremos a assegurar elevados níveis de serviço.
Os Alunos são o centro e o foco, permanente e diário, da ação da universidade. A qualidade do ensino, o sucesso escolar e a atratividade da UTAD são pontos fulcrais da nossa ação. É urgente repensar e rever métodos de ensino e  aprendizagem e apostar em metodologias mais inovadoras, ao encontro das necessidades dos alunos que agora chegam ao ensino superior. Pretendemos criar condições de acolhimento e logística exemplares para quem estuda na UTAD, promovendo uma política de universidade aberta, inclusiva e atenta em permanência.

O trabalho e a carreira dos quadros de colaboradores não docentes precisam ser valorizados. São uma força viva da UTAD e é-lhes atribuído um papel preponderante na concretização das etapas do mandato reitoral. É uma área que está sob pressão constante, o que muitas vezes torna impossível a existência de feedback coerente ou respostas atempadas e estruturadas.

Vamos participar ativamente na reorganização da formação superior pública no domínio da saúde. A criação de um Centro Académico Clínico, em parceria com o CHTMAD, Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, é o primeiro passo desse desígnio. 
O campus é a base de operações de qualquer universidade. Depositário da sua história, identidade e talento. Diz muito do que aqui se faz e aqui se vive, como se aprende e como se ensina. Tem um papel primordial na experiência global de aprendizagem e condiciona, de forma vincada, os níveis de atratividade. A estratégia de crescimento da UTAD também passa por uma aposta forte na valorização do seu campus.
Queremos que o desenvolvimento do nosso campus seja parte estruturante deste mandato, à imagem da ambição e do talento das nossas pessoas e das suas ideias. Que seja um orgulho para a região, um melhor local para ensinar, aprender, investigar, receber e discutir. Cada vez mais um espaço de ciência, de partilha de experiências e conhecimento, criativo e estimulante. Ao mesmo tempo, um local de chegada e um ponto de partida, onde todos se sintam bem-vindos e integrados. O espaço estudante, no núcleo histórico central do campus da UTAD, será um dos marcos deste mandato.
A relação da UTAD com a região de Trás-os-Montes e Alto Douro é uma prioridade incontornável.
A UTAD tem obrigação de se abrir à sociedade, às comunidades e às empresas e tornar-se um acelerador do crescimento, contribuindo para o desenvolvimento global, sem descurar o impacto e a importância local e regional.
Queremos que a UTAD seja um “portal” de afirmação do território: que leve a região ao mundo e, ao mesmo tempo, traga também muito para a região, seja conhecimento, desenvolvimento, reconhecimento ou investimento.

Pese a natural e desejável envolvência e cooperação com a autarquia, a UTAD é muito mais do que uma grande instituição pública sediada no concelho de Vila Real. Tem que ser um ativo partilhado pelo vasto território envolvente, numa estreita interação com o tecido económico e social, com os Municípios e as Comunidades Intermunicipais, ou seja, um verdadeiro “hub” do desenvolvimento do território regional.
Queremos uma universidade aberta e virada para o exterior, capaz de melhorar o seu entorno, empenhada na criação de pontes e parcerias estruturantes com a comunidade, as empresas e instituições externas, nacionais e internacionais.
Numa UTAD a caminho da sustentabilidade, plural, inclusiva, integradora e apostada em combater as disparidades sociais, a Ação Social é um dos eixos estratégicos e a necessitar de medidas mais urgentes – o atual contexto pandémico exige reações atempadas.
Queremos assegurar que nenhum aluno abandona a universidade por falta de meios económicos. É importante reforçar os apoios diretos, os programas de mentoria e a ação do Observatório Permanente do Abandono e da Promoção do Sucesso Escolar, envolvendo a AAUTAD na sua identificação, monitorização e acompanhamento.
Temos como imperativo o investimento em residências universitárias, com a criação de novas unidades e a requalificação das existentes. Vamos aumentar o número de camas, para suportar o crescimento de ingressos e criar condições dignas nas instalações atuais. Vamos fazer com que os estudantes ganhem conforto e possam concentrar-se nos seus estudos e afazeres académicos.
A cultura e o desporto universitário são também uma parte estruturante da identidade de cada universidade e, ao mesmo tempo, dois importantes pilares da coesão da Academia.
Com as atividades culturais e desportivas alcançaremos uma ligação direta da universidade à comunidade e seu entorno, que ganha pertença e se mobiliza em torno do que sente “seu”. Somos locais onde a cultura se cria, executa, exibe, difunde e discute.
A UTAD assumirá um papel impulsionador do desenvolvimento da cultura e do desporto no espaço universitário. Para isso criaremos as condições necessárias e exigidas tanto por essas atividades culturais e artísticas como para a prática desportiva, sejam infraestruturas e equipamentos, ou apoios e estímulos.
Minhas senhoras e meus senhores, estes são os pilares estratégicos da missão que, em conjunto com a minha equipa, hoje assumo perante todos.
Concluo com uma palavra final, muito especial, para a minha família, que partilha comigo o orgulho no que somos e nos valores que promovemos. Sei que estamos juntos neste desafio e que serão a minha retaguarda em todos os momentos.

A UTAD representa a esperança num país melhor, económica e socialmente mais justo e mais equilibrado. Um país que não tem uma política global para o desenvolvimento do seu território como um todo, é sempre um país menos competitivo no futuro. Aceitamos por isso, com honra e empenho, este desafio.

Muito obrigado pela vossa presença.