“Gosto de fazer coisas novas e de envolver os alunos, porque é isso que retiramos desta atividade: a relação e o reconhecimento dos alunos!”

Nasceu no Porto mas a paixão pelo campo e pelo Douro trouxe-o à UTAD como estudante, onde ficou como docente. Na relação com os alunos encontra motivação para novos projetos, mas é a nadar que se sente como peixe na água… e já ganhou alguns prémios.


Gostávamos de o conhecer melhor. Fale-nos um pouco de si.

Tenho 46 anos, sou natural do Porto… cidade (frisa), sou casado… com uma vila-realense e tenho uma filha de 14 anos. Vim estudar para a UTAD em 1987 convencido que era a melhor universidade do mundo – ainda continuo a achar isso (sorri) – para o curso de Engenharia Eletrotécnica e computadores, que sempre achei que era a minha vocação. Mas como sempre tive uma paixão por Trás-os-Montes, pelo Douro… contra tudo e contra todos (sorri) decidi por Vila Real (UTAD) como primeira opção. Tinha notas para entrar em todo o lado, mas por um acaso só consegui entrar em Vila Real (risos).

Chegou à UTAD em 1987 como estudante e atualmente exerce aqui funções. Onde exerce e o que mais gosta na sua atividade profissional?

Em 1994, concorri a um concurso para Assistente Estagiário e integrei e percorri a carreira académica na UTAD. Atualmente sou Professor Associado com Agregação no Departamento de Engenharias na Escola de Ciências e Tecnologia, onde dou aulas a diversos cursos. A minha área de intervenção é a Engenharia Eletrotécnica e de Computadores com aplicação agricultura e viticultura (insistiu que a entrevista fosse realizada numa das vinhas da UTAD), e um dos grandes vetores desta Universidade é a aplicação da tecnologia nesses processos. É aí que eu gosto de trabalhar (afirma com convicção), é aí que eu trabalho todos os dias! Gosto de fazer coisas novas e envolver os alunos, porque é isso que retiramos desta atividade: a relação e o reconhecimento dos alunos! Quando os alunos chegam aos mestrados e doutoramentos e querem trabalhar connosco é o maior reconhecimento que um professor pode ter (sorri)… por isso sinto-me feliz!

O que mais gosta na UTAD?

Quando vim para a UTAD fiquei fascinado pelo Campus! Gosto tanto do campus que de um dia para o outro pensei… tenho de fazer alguma coisa! Daí surgiram todos os sistemas de informação (Qr-codes) ligados ao Jardim Botânico da UTAD… mudámos as placas de informação das plantas, fizemos coleções temáticas (das plantas), trouxemos famosos (apadrinhamento do Jardim botânico pelos grupos musicais GRN e Xutos & Pontapés) tudo em trabalho pro bono. É isso que a UTAD tem como mais-valia: dá-nos essa possibilidade (sorri).

Já sabemos que é apaixonado pelo campo, pelo Douro, mas tem outra paixão que o faz treinar km por dia… podemos saber um pouco mais?

É verdade… é a natação (sorri). É um desporto que tem muito a ver com a minha personalidade. Fui nadador no Futebol Clube do Porto até aos 14 anos, depois dediquei-me ao estudo, por influência dos meus pais e deixei de treinar. Quando a minha filha começou a nadar, o treinador convidou-me, e eu aceitei! Comecei a treinar na mesma pista da minha filha, com os miúdos… eu era o avô deles todos (risos) e tive de conquistar o meu lugar na pista! Numa equipa de 30 atletas fui construindo uma relação de amizade com todos, adoro-os! Faço tudo para que me tratem como um deles e obrigo-os todos a tratarem-me por tu… e aqueles que não me tratarem… afogo-os (risos). Estou na classe Master, integrado numa equipa com idades entre os 14 e os 25 anos, eu sou a exceção (risos), naquele grupo tenho o privilégio de partilhar o espaço com eles. Nas competições com a equipa sujeito-me às observações dos pais dos atletas que puxam imenso por mim com ovação quando vou para a água (risos).

Mas tem ganho alguns prémios… Qual o seu melhor tempo?

Sim, o meu escalão é Master – Letra E (46-49 anos) e à custa de muito trabalho (nada 4 km por dia), tenho alguns pódios, alguns primeiros lugares, o que me deixa muito satisfeito (sorri). Quando comecei ficava nos últimos agora fico em primeiro, segundo, terceiro, o que calha… (risos). O melhor tempo que fiz até agora e já repeti é 37:39 – 50 metros bruços, em classe master. A nível nacional penso que só há quatro nadadores com melhor tempo do que o meu…

Uma ideia para uma UTAD melhor…

A ideia de acabar com os carros no campus… as pessoas podiam ver as vinhas, o campus. Tornar isto mais limpo, com menos carros, poderia ser um caminho… entre outros (pensativo). A UTAD nos últimos anos melhorou significativamente e o Ecocampus vai trazer um pouco das medidas que fará a UTAD melhor, mas também o Centro de Excelência da Vinha e do Vinho. Sempre acreditei que a tecnologia nesse setor daria um papel preponderante à UTAD, e é nisso que acredito!

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Entrevista: Rosa Rebelo | GCI – Gabinete de Comunicação e Imagem
Fotos e Vídeo (Realização): José Paulo Santos | GCI – Gabinete de Comunicação e Imagem