O Professor João Carlos Almeida Ribeiro Claro, docente e investigador do Centro de Química da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), responsável por um projecto que permite transformar em energia os resíduos da produção de azeite e da cortiça, diminuindo os efeitos do impacto ambiental, foi um dos vencedores do “Green Projects Awards” de 2011, atribuído anteontem (15 de Setembro), na Culturgest, em cerimónia que contou com a presença da Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção Cristas.

– Responsável por um Projecto inovador que permite transformar em energia os resíduos da produção de azeite e da cortiça

O Professor João Carlos Almeida Ribeiro Claro, docente e investigador do Centro de Química da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), responsável por um projecto que permite transformar em energia os resíduos da produção de azeite e da cortiça, diminuindo os efeitos do impacto ambiental, foi um dos vencedores do “Green Projects Awards” de 2011, atribuído anteontem (15 de Setembro), na Culturgest, em cerimónia que contou com a presença da Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção Cristas.
Trata-se do Projecto BioCombus, Nº 3483, co-financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, através do Programa Operacional do Norte pelo Sistema de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento Tecnológico nas Empresas, projecto em Co-Promoção com um investimento elegível de 1.168.574,03 euros.
O projecto baseia-se na tecnologia inovadora do “Processo de tratamento e valorização dos resíduos e efluentes das unidades de produção de azeite através da utilização e valorização dos resíduos da indústria corticeira”. Este processo, contando com o apoio do GAPI-OTIC da UTAD, está registado pela Universidade como patente nacional (PT 103 470) e como patente Europeia (EP 07398008.8).
Supõe-se que uma boa parte dos efluentes da produção de azeite é lançada em cursos de água de uma forma incontrolada. Estes efluentes têm uma elevada carga orgânica (cerca de 200 a 400 vezes superior à dos esgotos municipais) e caracterizam-se por uma difícil depuração natural. Existem vários processos de tratamento e/ou valorização destes efluentes, como por exemplo, rega de solos, lagoas de evaporação e sistemas mais complexos baseados em processos térmicos, físico-químicos e biológicos. No entanto, nenhum destes processos constitui uma solução única e universal para o tratamento eficaz dos resíduos e efluentes dos lagares de azeite.
O processo que a UTAD pretende implementar faz o tratamento dos resíduos e efluentes das unidades de produção de azeite através da utilização de resíduos da indústria da cortiça. O processo dá origem a um produto ou material que, por sua vez, não se constitui num novo problema, nomeadamente, no que se refere ao seu destino final. Na realidade, o produto resultante apresenta um grande potencial de valorização constituindo-se em biomassa com um elevado poder calorífico. Este facto abre excelentes perspectivas no âmbito da valorização energética, por exemplo, na produção de pellets e briquetes. Desta forma, encontra-se uma solução para os resíduos e obtém-se uma mais valia económica para as unidades de produção de azeite.