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UTAD comemora centenário da 1ª Guerra Mundial

 
 
O tema da 1ª Guerra Mundial e das lições que dela podem ser extraídas para os dias de hoje mobilizou grande número de alunos e convidados para uma conferência, no dia 19 de outubro, no auditório da Biblioteca Central da UTAD, pelo Coronel António Leitão, do Ministério da Defesa Nacional, um militar com vasto curriculum, que desempenhou, de 2014 a 2017, a função de Conselheiro de Recursos na Delegação Portuguesa da NATO.

Este evento, no âmbito das comemoração do 1º centenário da 1ª Grande Guerra, que a UTAD tem vindo a organizar, através da área disciplinar de Ciências da Cultura do DLAC (Departamento de Letras, Artes e Comunicação), em colaboração com a Câmara Municipal de Vila Real, o Teatro de Vila Real e o Exército Português. Entre os eventos realizados e outros que irão realizar-se, há a destacar também uma exposição temporária sobre a 1ª Guerra Mundial que esteve presente no teatro de Vila Real de 15 de setembro a 15 de outubro, a qual, para além das entidades referidas, teve a colaboração do Museu Bernardino Machado, de Famalicão. 

Na conferência da UTAD, moderada por Fernando Moreira, docente do DLAC, António Leitão historiou os aspetos mais relevantes da participação portuguesa na 1ª Grande Guerra, realçando as fragilidades na preparação das nossas tropas, que sofreram nove mil mortes. Eram essencialmente jovens rurais, com pouco treino militar e com o moral em baixa. Desde o capacete, ao fardamento e ao armamento, tiveram de ser fornecidos pelos aliados ingleses. Foram para estar semanas ou meses no conflito mas estiveram dois anos. As falhas ao nível das cadeias de comando e dos sistemas de comunicações foram igualmente notórias. Tais erros, que muito penalizaram o país, já de si fragilizado pela rotura recente com o regime monárquico, foram invocados pelo orador na perspetiva de apontarem lições para o presente, onde ameaças de vária ordem estão permanentemente no horizonte.