EN

120 investigadores unidos no projeto INTERACT

​​​


 
UTAD abre novas portas para o futuro
 
A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) realizou nos dias 12 e 13 de Julho as 2ªs Jornadas do projeto INTERACT, uma iniciativa que pretendeu dar visibilidade ao trabalho de 120 investigadores ao longo do primeiro ano de vida do projeto, o qual cobre áreas multidisciplinares, desde a socio-economia às ciências florestais, química, ecologia, geologia, biologia molecular ou ciências veterinárias.
 
Uma das grandes apostas é claramente preparar o setor agroflorestal para as alterações climáticas e prever futuros cenários alternativos, o que constitui também um dos mais importantes desafios que se colocam atualmente ao país. Daí que, entre os propósitos do projeto, esteja a criação de um mapa de riscos estruturais de incêndios que conduzam a previsões de quando há mais suscetibilidade de incêndios, combinando o risco estrutural com os fatores meteorológicos.
 
Com um orçamento superior a quatro milhões de euros, o projeto propõe-se abrir novas portas para o futuro de uma região que continua com imensos recursos por explorar. Os investigadores encontram-se, assim, apostados em determinar as oportunidades e o potencial produtivo com base na economia local, particularmente no domínio dos recursos agroalimentares assentes na produção animal, vegetais, frutas, azeitonas, nozes, vinho, floresta, e flora nativa, plantas medicinais, entre muitos outros.
 
Como reconheceu o seu coordenador, Rui Cortes, trata-se de um projeto de investigação “que representa o maior interface de investigadores de diferentes domínios”, sendo que “a grande aventura foi lançar um projeto que agrupa numerosos investigadores geralmente de costas voltadas”.
 
No primeiro dia das jornadas, que decorreu no auditório dos Blocos Laboratoriais da UTAD, tiveram lugar várias dezenas de apresentações, com destaque para o trabalho dos bolseiros de investigação envolvidos no projeto. O segundo dia dos trabalhos, que teve lugar no auditório do Regia-Douro Park, foi mais virado para o exterior, visando em particular os stakeholders, no propósito de que a investigação deve andar lado a lado com a transferência de conhecimento e tecnologia em especial para o tecido empresarial.
 
Intervieram Rui Cortes, investigador responsável do projeto, Ana Barros, diretora do CITAB (um dos centros de investigação da UTAD com maior implicação no mesmo), e, de uma forma mais detalhada, os responsáveis pelas três linhas de investigação do projeto: “Inovação para Cadeias Agroalimentares Sustentáveis” (ISAC), “Bio-economia e Sustentabilidade” (BEST) e “Viticultura Sustentável e Produção de Vinho” (VitalyWine). O primeiro, Henrique Trindade, detalhou as cinco atividades que a sua linha contempla (produção animal, fruticultura, olivicultura, compostos bioativos das plantas e impactos ambientais). Seguiu-se Fernando Pacheco, responsável pela linha BEST, para expor as suas quatro tarefas: modelação de sistemas aquáticos, ecossistemas terrestres e impacto das alterações climáticas, valorização dos subprodutos agroflorestais e a bio-economia na perceção dos consumidores e agentes económicos. Por fim, o investigador Moutinho Pereira referiu-se em pormenor às cinco atividades que coordena no domínio da fileira da vinha e do vinho (biodiversidade do solo, stress das alterações climáticas, castas, vitivinicultura de precisão, valorização dos resíduos da indústria vinícola), realçando as medidas de caracter multidisciplinar em estudo para promover a sustentabilidade da vitivinicultura no atual contexto das alterações climáticas.