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António Fontainhas Fernandes
 Reitor
 
 

Discurso de tomada de posse

 
Senhor Presidente do Conselho Geral, estimado Dr Silva Peneda
 
Na sua pessoa, agradecemos a confiança depositada ao terem-me eleito Reitor para o próximo quadriénio. Acredito que o Futuro, será pautado por uma relação de confiança entre o Conselho Geral e as diversas estruturas de governação, crucial para cumprir os objetivos a que nos propomos.
 
Cumprimento o Presidente da Câmara Vila Real, estimado Engº Rui Santos.
 
Aproveito para reconhecer o trabalho conjunto, um exemplo de ligação da Universidade e município, geradora de sinergias fundamental para dar resposta aos desafios do território.
 
Com as mesmas palavras de confiança, distingo as Comunidades Intermunicipais aqui representadas. Presto assim, a minha homenagem a este Norte e às suas gentes, do Marão a Bragança, do Douro ao Barroso, do Tâmega e Sousa ao Minho profundo.
 
Saúdo a presença do diretor geral de Ensino Superior, estimado Prof João Queiroz.
 
Cumprimento os reitores das Universidades portuguesas e seus representantes. Saúdo de forma particular, as Universidades do consórcio UNorte.pt, os reitores do Minho e do Porto, que representa o CRUP
 
Uma palavra amigo para a reitora da Universidade de Évora e o reitor da Beira Interior, que com a UTAD têm vindo a traçar estratégias comuns de desenvolvimento dos seus territórios, ditos desafiantes.
 
Uma palavra de amizade ao reitor da Universidade de Aveiro, bem como dos representantes das Universidades da Galiza.
 
Saúdo a presença dos Institutos Politécnicos de Bragança, de Viana do Castelo, do Cávado e Ave, de Castelo Branco e do Porto, com quem a UTAD tem mantido uma ligação privilegiada e que, certamente, será reforçada.
 
Uma palavra de apreço pela presença nesta sessão de tão distintas autoridades civis, militares, e religiosas. Saúdo, assim:
Os senhores deputados;
 
Sua excelência Reverendíssima o Bispo de Vila Real
O juiz presidente Dr Alvaro Monteiro
As Ordens Profissionais
A Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Norte
As forças de segurança
Diretores Regionais
 
Associações empresariais e comerciais, o Regia Douro Parque e a Portusparque, bem com instituições com quem a UTAD tem mantido um conhecido trabalho em rede, caso da ADVID, o IVDP, a AEVP e a CAP, a cuja direção recentemente eleita expresso os votos de um bom mandato.
Na pessoa dos presidentes da Associação Académica e da Associação de Antigos Estudantes da UTAD, saúdo todos os atuais e antigos estudantes.
Uma palavra amiga a toda a academia: docentes, investigadores, doutores honoris causa, funcionários, e estudantes.
Aproveito para agradecer a todos os que terminam funções, equipa reitoral, escolas e a toda a estrutura de apoio da reitoria: a disponibilidade e determinação no exercício das suas funções.
Uma palavra pessoal, ao amigo Paulo Vaz de Carvalho que acedeu ao nosso convite para abrilhantar esta cerimónia.
Por último, agradeço aos meus amigos, à minha família e em particular a ti Diogo.
Ilustres Convidados
 
Minhas Senhoras e meus Senhores
 
Agradeço a todos, a Vossa presença numa cerimónia que marca o início de um novo ciclo, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Permito-me iniciar esta intervenção, saudando a presença expressiva de antigos alunos, a marca alumni, de reconhecida reputação na sociedade portuguesa, um indicador do importante papel que irão desempenhar no futuro próximo da instituição.
Contamos convosco, neste novo ciclo!
 
Na tomada de posse do primeiro mandato, em 2013, inspirei-me na mensagem de Miguel Real para a nova etapa da UTAD:
Na altura referi, que o percurso da Universidade, tal como o de Portugal, foi marcado por expectativas, que entre sucessos momentâneos e o abismo da sua falência, procuram uma saída para continuar a existir, resistindo sempre aos desencantos da história.
Volvidos quatro anos, mantém-se a complexidade da envolvente das Universidades, marcada pela redução de financiamento, o desequilíbrio da rede pública de Ensino Superior, a crescente competição na captação de estudantes e de financiamento para a ciência, agravado por variáveis demográficas cujo impacto se vai acentuar no futuro próximo.
Indubitavelmente, estes desafios e a centralidade do conhecimento no desenvolvimento da sociedade moderna, exigem das Universidades respostas coerentes em matéria de ensino, de investigação, e de valorização do saber.
 
As expetativas, e logo os desafios, sobre o desempenho das Universidades, enquanto elementos centrais do crescimento económico sustentado, inteligente e inclusivo, são enormes e requerem uma Visão integradora:
No contexto e dinâmica atual, a estratégia da Universidade, passa:
pela consolidação de cenários de abertura à sociedade e à inovação, de acesso e partilha de informação, e de participação em redes de conhecimento internacionais;
pela interação do sistema científico com as organizações e a economia do território, permitindo afirmar o compromisso com a valorização do território;
por dinâmicas de internacionalização, em toda a atividade da Universidade;
pela formação de jovens com competências, empreendedores e dotados de espírito de cidadania.
Foi no contexto destes objetivos estratégicos, que foi sufragado pelo Conselho Geral, o Programa de Ação da nossa candidatura a Reitor, que defende uma Universidade mais COESA, mais CONECTADA, mais COMPETITIVA, e mais COLABORATIVA.
Esta visão traduz a ambição da UTAD de se renovar, de se capacitar e de se posicionar, enquanto lugar inspirador de aprendizagens, de conhecimento e de cultura.
 
O Futuro não nos perdoará, se não implementarmos as linhas de orientação e os compromissos assumidos no programa de ação.
Um primeiro compromisso, assenta na aposta na qualidade da educação e na qualidade de vida dos estudantes. Os estudantes devem ser o epicentro da Universidade, envolvendo um ensino vocacionado para competências favoráveis às mudanças tecnológicas e à inovação, à capacidade criativa, à afirmação da autonomia pautada por elevados valores éticos.
A aposta na investigação de dimensão global constitui um segundo compromisso, contribuindo para desenvolver novas ideias e produtos, novos serviços e processos, gerando benefícios ao nível económico e social.
 
Um terceiro compromisso centra-se na valorização do conhecimento, devendo a investigação de dimensão global ter impacto no território.
Este desígnio exige a aposta em redes colaborativas entre as unidades de investigação e o mundo empresarial, para aumentar e diversificar o financiamento competitivo.
 
Um outro compromisso, passa pelo reforço da Universidade no desenvolvimento regional, garantindo uma maior interação com o tecido económico e social, em articulação com a estratégia de especialização inteligente.
O cumprimento do Programa de Ação, exige um posicionamento estratégico claro, de forma a explorar alternativas de ação e de financiamento, para garantir a sua renovação e adaptação às novas coordenadas envolventes.
 
O programa propõe mudanças de organização e de gestão, maior flexibilidade na estrutura organizacional, para responder aos desafios de uma sociedade em mudança.
 
Estes compromissos e os processos de implementação serão consubstanciados no Plano Estratégico para o próximo quadriénio, que será apresentado ao Conselho Geral, ainda no decurso do presente ano letivo.
 
Mas, a concretização do Plano Estratégico deve ser coerente com os recursos, a estrutura e a cultura da Universidade, dando resposta aos justos anseios dos aqui trabalham, com empenho e dedicação.
 
Sabemos que a Universidade possui um elevado número de áreas científicas, de cursos e mesmo de áreas de investigação, em certos casos com problemas de escala e de procura da formação. Com a cooperação de todos, temos de ter a imaginação de transformar pontos fracos em pontos fortes, ameaças em oportunidades.
 
O programa de candidatura a reitor, expressa uma abordagem multidisciplinar e sistémica dos problemas e a consolidação do ecossistema Universidade-Organizações, a melhor forma para resolver os desafios de futuro.
 
Ao nível da organização interna, é crucial a implementação dos estatutos, revistos em 2016, visando uma gestão capaz de responder às solicitações externas e eficaz no relacionamento interno. Neste contexto, o novo organograma deverá ser amplamente discutido com as estruturas intermédias de governação, as Escolas e os centros de investigação.
 
Minhas Senhores e Meus Senhores
 
O que pretendemos fazer apenas será alcançado, se tivermos recursos humanos empenhados e envolvidos a todos os níveis e funções.
Por restrições orçamentais conhecidas, nos últimos quatro anos, a Universidade Portuguesa não tem conseguido valorizar, nem rejuvenescer o seu principal ativo: os recursos humanos.
Também nós somos hoje, uma Universidade envelhecida e pouco valorizada, que convoca a um futuro diferente, numa ótica de sustentabilidade inteligente.
 
Mantendo sempre o equilíbrio orçamental e contando com as políticas públicas, é nossa obrigação, ambicionar nos próximos quatro anos, uma Universidade com recursos humanos mais qualificados e valorizados, mas simultaneamente mais jovem e atrativa.
Termino, inspirando-me na voz do poeta: … “A Universidade, tal como o mundo, termina não no limite da visão, mas na nossa capacidade de a imaginar, de a projetar e de a sonhar.
 
Estes são os principais compromissos que esta equipa reitoral e Escolas, irão desenvolver nos próximos anos, em cooperação com os órgãos de governo da Universidade, envolvendo a academia, a região, e os seus atores.
 
Estamos cientes da enorme responsabilidade, mas não estaremos sós.
 
Todos serão chamados a contribuir para este desígnio! Todos terão o seu lugar e o seu papel numa UTAD mais forte e inclusiva!
A UTAD é de todos, feita por toda a academia, e por todos os que por ela passaram! Contamos convosco!
 
Este é o nosso compromisso com o Futuro!
 
Muito Obrigado