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A Universidade
de Trás-os-Montes e Alto Douro nasceu,
com tal estatuto, em 1986, embora no seu historial
credite também toda uma valiosa herança
colhida no “velho” Instituto Politécnico
de Vila Real, que em 1973 foi criado nesta cidade. |
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Este
Instituto assumiu um papel relevante contribuindo
para o desenvolvimento regional. Daí que,
em Setembro de 1979, tenha sido criado o Instituto
Universitário de Trás-os-Montes
e Alto Douro, e que, menos de dez anos depois,
em face do reconhecimento universal da sua intensa
actividade dos domínios do ensino e da
investigação científica e
tecnológica, o Governo transformasse o
Instituto Universitário em Universidade.
Hoje a UTAD é reconhecida como um importante
ponto de referência no sistema universitário
português. |
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De acordo
com os seus Estatutos, esta Universidade, que
tem como objectivos fundamentais o Ensino, a Investigação,
a Extensão e Apoio à Comunidade,
deverá constituir um Centro de Excelência
para a educação permanente e para
a criação, transmissão e
difusão da cultura, da ciência e
da tecnologia. |
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A UTAD
tem o seu próprio espaço no seio
do ensino superior em Portugal pois contribui
para que as carências detectadas quanto
a cursos de interesse nacional sejam satisfeitas,
escolhendo áreas ainda não esgotadas
quanto ao mercado de trabalho. |
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A flexibilidade
da UTAD, demonstrada pela sua capacidade de se
adaptar a novas situações, conciliando
os meios disponíveis com a modernidade
do ensino e sendo capaz de propor novas formas
de aprendizagem e de transmissão científica,
é prova irrefutável da sua vitalidade. |
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É
esta vitalidade que justifica a sua afirmação
no seio da Universidade Portuguesa. |
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Trás-os-Montes
e Alto Douro é uma Região que se
afirmou, histórica e tradicionalmente,
como um espaço de grande homogeneidade,
abrangendo os distritos de Vila Real e Bragança
e ainda uma pequena franja, a norte, dos distritos
de Viseu e Guarda, cuja afinidade com o resto
da Região resulta da influência económica,
cultural e geoclimática do vale do Douro. |
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Os contrastes
da paisagem, onde sobressaem as serras imponentes,
as veigas férteis, os rios e ribeiras serpenteando
aqui e além, configuram todo um espaço
natural ameno e encantador, que convida ao repouso
do olhar e não deixa indiferente nem o
mais apático observador. Região
de tradições seculares, que lhe
conferem uma firme identidade cultural, tem no
Homem o seu grande capital. A hospitalidade traduzida
na emblemática expressão “entre
quem é”, a frontalidade e grandeza
de carácter, o elevado sentido de responsabilidade
e a enorme capacidade de entrega ao trabalho são
alguns dos traços definidores da sua personalidade. |
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Os recursos
naturais são a sua grande fonte de riqueza.
Destacam-se os recursos hídricos, quer
na produção de energia eléctrica,
quer na produção de águas
naturais e mineromedicinais, no termalismo ou
na geotermia, assim como os recursos em rochas
ornamentais, os recursos florestais e, sobretudo,
os recursos da vitivinicultura com realce para
a produção de Vinho do Porto. |
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Trata-se
igualmente de uma Região de grandes potencialidades
turísticas, mercê das óptimas
condições naturais, da ausência
de poluição, da beleza da paisagem
e do riquíssimo património histórico
e arqueológico, a que se juntam os sinais
de uma cultura popular coesa e resistente (artesanato,
folclore, memória oral, jogos populares...).
Também a sua gastronomia, enriquecida com
os produtos da terra, com enchidos típicos
da sua região, ou com a truta, o escalo
e o barbo dos rios, constitui um factor de riqueza
notável. |
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* Fotografia
de J. Paulo Sotto Mayor com a cortesia da Fundação
Rei Afonso Henriques. |
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